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sábado, 27 de dezembro de 2008

Gostos são gostos e (quanto a mim) discutem-se :)

Diz-se que elas gostam deles mais velhos. Eu gosto deles mais velhos. Por inúmeras razões e sem qualquer complexo de Édipo ou outra qualquer explicação freudiana associada. Admiro a subtileza, astúcia e manha adquiridas com as leves rugas de expressão. Sinto-me envolvida pela certeza empregue nas palavras, a força das ideias, as conversas demoradas, os gostos refinados.
A maturidade traz o autoconhecimento e a temperança necessária para ultrapassar entraves e compreender que as relações implicam esforço. Eles entendem as instabilidades do dia-a-dia, assumem os sentimentos, não fogem sem antes lutar e amam como amigos e amantes. Tomam o corpo feminino sem a urgência dos jovens, não querem matar a sede, mas degustam cada trago.
Acho que eles conhecem melhor a alma feminina, ou pelo menos fingem melhor. =P

Isto veio a propósito de um filme que vi com o Dermot Mulroney - “The Wedding Date”. Durante o filme não parei de suspirar. A personagem personifica aquele charme, aquela compreensão do mundo feminino, aquilo que só está ao alcance dos homens com mais anos de experiências. O que
há para não gostar no charme deste belo exemplar masculino?! Não tem a beleza comum e fácil de Hollywood, mas emana sex-appeal por todos os poros!




Este é de certo como o vinho, quanto mais velho melhor! :)

O Natal já passou, mas se o Pai Natal ainda estiver por aí, podia-me trazer um "vinho" destes cá a casa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

“Meninas boazinhas vão para o céu e as outras vão à LUTA!”


A emancipação feminina – embora na minha opinião não estando completamente substantivada, mas isso são outros quinhentos – trouxe-nos, entre outras coisas, uma mudança de atitude por parte das mulheres no jogo da sedução e na iniciativa sexual. Já dizia o Camões: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e tinha toda a razão. Em geral, somos mais liberais do que as nossas mães e no que diz respeito a sexo, temos mais desenvoltura no jogo da conquista e conseguimos enfrentar de cabeça erguida tabus legados por uma sociedade marcadamente machista. Só que toda esta similitude entre Homens e Mulheres, esta liberdade feminina para tomar a iniciativa, quanto a mim é mais aparente do que outra coisa. Para nós, mulheres, o sexo é a coisa mais natural do mundo e falar de orgasmos, vibradores, fetiches já não se apresenta como um problema, mas quando se trata de nos relacionarmos, de nos envolvermos, de darmos o primeiro passo, aí sim surge um problema, surgem as inseguranças femininas. Temos receio do julgamento do outro, do que ele possa pensar face a uma atitude mais afoita. E mais do que isso, sentimos falta do vigor masculino. Andamos perdidas. Realmente, eu própria, às vezes, não sei para onde me virar, não percebo se os homens gostam de atitude, ou se preferem a rapariga tímida que espera ser conquistada.

Afinal o que é que eles querem?!

Parece-me que eles andam preguiçosos. É de mim?! Encostaram-se a esta ideia de que a mulher é ousada, tem atitude, e andam a dormir, esperam sempre a iniciativa, a decisão feminina. Aonde andam os galãs?! Nós queremos sedução! Que nos afrontem o ímpeto, que nos encostem à parede e nos deixem sem fôlego. Sim, gostamos de seduzir, ousar, de dominar, de conquistar. Sim gostamos deste novo papel, da leveza de comportamentos, da confiança em nós próprias, da consciência sexual, estamos confortáveis com o prazer, e queremos explorar, levar ao limite, saciar, mas não queremos ser homens, não queremos fazer o vosso papel. Temos fome de impulsos masculinos.

Queremos o charme e a pujança masculina de volta!

Eu cá, gosto de ser conquistada, cortejada, seduzida, arrebatada, dominada, abduzida. Claro que também tenho os meus dias de conquistadora. Dias cada vez mais frequentes, diga-se de passagem, dias em que vejo os homens como objecto do meu desejo, e se eles andam a dormir, não posso morrer na praia, que esta vida é só uma…


…e eu vou à LUTA!